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Prejuízo recorde e teto de gastos
Sob a gestão de Fabiano Silva dos Santos, indicado pelo grupo Prerrogativas, os Correios enfrentam um prejuízo acumulado que deve superar os R$ 2,1 bilhões registrados em 2015, durante o governo Dilma Rousseff. Em resposta, a estatal implementou um teto de gastos de R$ 21,96 bilhões e revisou a receita projetada para R$ 20,1 bilhões, abaixo da expectativa inicial de R$ 22,7 bilhões.
Medidas de Contenção
- Suspensão de contratações: Contratações de terceirizados estão suspensas por 120 dias.
- Renegociação de contratos: Busca-se uma redução mínima de 10% nos valores.
- Cancelamento de contratos: Prorrogações serão permitidas apenas com economia comprovada.
Mesmo com as medidas, o prejuízo estimado para 2024 é de R$ 1,7 bilhão. A estatal justificou as ações para “evitar que a empresa entre em estado de insolvência”.
Fatores que agravam a crise
A empresa atribui a crise à “herança contábil” da gestão anterior e à “taxa das blusinhas”, medida que afetou importações e reduziu o volume de encomendas. Além disso, os Correios assumiram uma dívida de R$ 7,6 bilhões para cobrir parte do deficit do Postalis, fundo de pensão da estatal.
Apesar do rombo, a estatal abriu concurso para 3.511 vagas e assegurou que provas e contratações seguirão conforme planejado.
Conclusão
O cenário financeiro crítico dos Correios reflete desafios operacionais e administrativos. A recuperação dependerá do sucesso das medidas de contenção e do fortalecimento de receitas.