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O governo federal prevê um reajuste do salário mínimo para R$ 1.517 em 2025, um aumento de R$ 105 em relação ao valor atual, de R$ 1.412. O reajuste será baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro, que registrou alta acumulada de 4,84% nos últimos 12 meses.
Nova Regra de Reajuste
A proposta do governo introduz um limite de 2,5% para o aumento real do salário mínimo, ou seja, acima da inflação. Caso seja aprovada pelo Congresso, a fórmula de cálculo do novo salário será:
- Correção pela inflação (INPC);
- Acréscimo máximo de 2,5% sobre a inflação, limitado pela nova regra.
Atualmente, a regra vigente também considera a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Para 2025, o PIB de 2023 — que cresceu 3,2% — resultaria em um valor de R$ 1.528, mas a nova regra prevê um limite inferior, reduzindo o reajuste para R$ 1.517.
Impactos Econômicos e Corte de Gastos
A proposta tem como objetivo reduzir gastos públicos com benefícios indexados ao salário mínimo, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e abono salarial. Essa medida faz parte da estratégia econômica do governo para adequar despesas obrigatórias ao teto de gastos do novo marco fiscal.
Histórico do Salário Mínimo
Durante o governo de Jair Bolsonaro, o salário mínimo foi corrigido apenas pela inflação (INPC) entre 2020 e 2022. Em 2023, o presidente Lula retomou a política de valorização, que combina inflação e crescimento econômico. O valor, inicialmente de R$ 1.302 no orçamento enviado por Bolsonaro, foi ajustado para R$ 1.320 em maio de 2023.
Nos últimos 29 anos, o salário mínimo foi reajustado acima da inflação em 15 ocasiões, reforçando a política de valorização que o governo atual busca manter, ainda que com limites.
O Que Esperar em 2025?
Com a aprovação da nova regra, o reajuste do salário mínimo impactará diretamente a renda de milhões de brasileiros e os gastos governamentais. A decisão ainda precisa ser debatida e votada no Congresso Nacional, mas já gera discussão sobre os desafios de equilibrar valorização do poder de compra e controle fiscal.